segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Por que não eu?

        

          Hoje não pude adiar, eu precisava escrever, e escrever muito, porque guardar tudo já estava me sufocando. Quando você perde alguém tão próximo, que te dá todo o amor e carinho que precisa, e te escuta e te conhece melhor que ninguém, sim, sua mãe, você se perde desse universo singular, e sente que está totalmente sozinho e abandonado. Penso não existir dor maior. E todas as vezes que está feliz, ou quando tudo está indo bem, você chega em casa querendo dividir sua alegria com alguém, mais este alguém não existi mais. E a essa alegria se soma a saudade. (lágrimas). E você percebe que não é mais criança, e que não há mães substitutas, e nem mesmo abraçar aquele velho ursinho pode diminuir sua dor. 
            Sente que tudo que mais precisa é de alguém, mais este precisa te entender, te conhecer, te aceitar. Mas onde encontrar? dificil resposta. 
         Triste é quando você encontra esse alguém, mais não sabe como dizer a ele que precisa de um abraço, e que aquele sorriso é que te mantem forte e sorrindo, é estranho querer que aquele alguém substitua o afeto que teve por sua mãe. Na verdade, você só precisa mesmo dividir um pouco do que está guardado no peito, querendo fugir. Só quero saber como fazer isso. Ninguém nos ensinou como superar as perdas, como conquistar os amores, como sobreviver na saudade, como sorrir quando se quer chorar. Na vida se aprende tudo. Espero que sim. Só queria um pouquinho de amor, mas ... penso... por que não eu?
          By. Rhayssa Lima

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