segunda-feira, 5 de junho de 2017

Parar é preciso.

Me sento atrás das grades que separam o 2° andar das aventuras do mundo lá fora.
Contemplo a vida em movimento, e quase posso sentir a terra girar enquanto vejo lentamente a luz do sol se esvair e a noite a abraçar o dia.
Vejo pessoas trilhando seus caminhos, algumas a passos apressados outras nem tanto, fico tentando imaginar o que cada uma estaria pensando: a volta pra casa, o que fazer pro jantar, nas dívidas,  na pessoa que a espera em casa, em tudo que realizou nesse dia que si finda,  nas dores, amores e alegrias. Tantas possibilidades.
Vejo os carros que circulam com seus faróis acesos, que em um piscar de olhos somem da minha visão e se vão, levando histórias,  pessoas, a lugares que  desconheço.
Uma leve brisa toca meu rosto, olho para mim e vejo que sou parte desse todo. Me pergunto se alguém lá fora me observa também.
Me faz bem parar, respirar, olhar o mundo a minha volta, observamos tão pouco, perdemos a chance de ver coisas simples que nos levam a crer na vida.
Na rotina cansativa e as vezes, infelizmente necessária, vamos nos acomodando, esquecemos de ver além do que nossos olhos se acostumaram a ver, perdemos os encantos dos detalhes. E a vida passa a ser tão monótona. É preciso parar. Olhar. A vida vai além da repetição.

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